12º Desafio Intermodal em São Paulo

Qual meio de transporte é mais eficiente nas cidades?

Saber qual é o meio de transporte mais eficiente nas cidades é uma provocação que o Desafio Intermodal mais uma vez propôs a sociedade, pois o resultado ou resposta, expõe a dificuldade que existe em pensar no bem coletivo e que demonstra claramente a fragilidade emocional e de valores dos cidadãos, que, ao superstimarem a importância de um objeto criado para transporte, o carro, cometem o absurdo de transformá-lo em algo que define ou mascara o status de uma pessoa e influencia na aceitação e respeito entre os seus grupos sociais.

 

É também objetivo do Desafio Intermodal, expor aos administradores públicos, a urgência em se priorizar o transporte público, aliás, cada cidadão que utiliza esse meio deveria ter uma placa em sua homenagem na cidade, é um exercício de paciência e um exemplo de ineficiência da gestão pública, pois nem o básico para o usuário (rede eficiente, pontualidade, conforto e preço acessível) existe.

 

12ª EDIÇÃO DO DESAFIO INTERMODAL
Aconteceu, dia 14/09/2017 (sexta-feira), a largada para o 12º Desafio Intermodal em São Paulo, largando da Praça Gal Gentil Falcão (próximo ao nº 1000 da Av. Eng. Luís Carlos Berrini, Brooklin) às 18h com destino ao edifício da Prefeitura do Município de São Paulo, localizado no Viaduto do Chá, na região central com o seu modal.

O percurso de cada modal foi livre para todos os participantes, exceto no caso da "bicicleta por vias calmas", que tiveram que evitar as grandes avenidas.

Na edição 2017 do Desafio Intermodal de São Paulo, a bicicleta novamente chegou primeiro, é a nona vez, em doze edições.  A BICICLETA (cat. masculina) foi mais eficiente em seu deslocamento, ou seja, desperdiçou menos tempo no trânsito e chegou primeiro, concluindo o trajeto em 17 minutos e 54 segundos. Depois, chegou a primeira moto (cat. masculina) com o tempo de 25'24". Por último, chegou o carro com 1h20'40", provando mais uma vez que este é um modal saturado na cidade, principalmente em horário de pico.
 

Bike vias rápidas

17'54"

Marcelo Florentino

Motocicleta

25'24"

Luis Gabriel

Motocicleta

25'29"

Magda Oliveira

Bike vias rápidas

26'55"

Gisele Gasparotto

Bike elétrica

37'56"

Silvia Ballan

Trem + metrô + corrida

45'

Mity Hori

A pé

52'22"

Silvia Stuchi

Táxi

55'35"

Kaciane Martins

Bike ciclovia

56'42"

Juliana Carmesin

10º

Bike dobrável + metrô

57'03"

Mary Balmiza

11º

Ônibus

1h02'23"

Samir Souza

12º

Bike - Categoria: Idosa

1h03'44"

Vera e Teresa

13º

Bike vias calmas

1h15'

Luh Pimenta

14º

Ônibus - Def. Visual

1h17'17"

Luis Eduardo

15º

Ônibus - Mobilidade reduzida

1h17'19"

Renata Peres

16º

Carro

1h20'40"

Marco Aurélio Braun

 
O Desafio Intermodal de São Paulo é realizado desde 2006. Os três primeiros anos (2006, 2007 e 2008) foram organizados por participantes da Bicicletada São Paulo e, a partir de 2009, nós do CicloBR, passamos a ser os organizadores oficiais. Como regra do desafio, o tempo de prova computado é o tempo do deslocamento completo da pessoa, não apenas do modal; desde o momento que a pessoa leva para assumir o modal após dada a largada para o desafio, até o tempo que usa para estacioná-lo ao chegar no destino. A prova utiliza o método criado pela ONG Transporte Ativo do Rio de Janeiro para realizar o desafio, cujo intiuito é, utilizando–se diferentes formas de deslocamento, avaliar qual é o meio de transporte urbano mais eficiente. Além do tempo para a locomoção, são levados em consideração, o dinheiro gasto e a poluição por emissão de gás carbônico. 
 
O regulamento da prova prevê que todas as regras de trânsito sejam respeitadas por todos os veículos. Os pedestres têm de atravessar na faixa, a não ser que ela esteja a mais de 50 metros (caso admitido pelo art. 69 do Código de Trânsito). O pedestre corredor tem de correr na calçada, mas caso isso não seja possível é tolerado que use a rua. A equipe de apoio da prova compõe parte da prova é composta por voluntários, que utilizam os equipamentos e veículos próprios para efetuar os deslocamentos que compõem cada e que são acompanhados por todo o trajeto por monitores do Instituto CicloBR, organizador do evento. 
 
Como que provocando esta discussão, nas edições anteriores do Desafio Intermodal, realizadas em São Paulo, a bicicleta se mostrou sempre como um modal eficiente e sustentável, quando o carro gastou mais tempo que uma pessoa correndo; e o transporte coletivo, apesar de suas deficiências,  chegando antes do automóvel, nos trajetos estipulados. 
 
A bicicleta é um meio de transporte eficiente, sustentável e dinâmico, em contraposição ao carro, devorador de espaço público, individualista, cada vez mais lento e caro. Com os subsídios do governo municipal ao sistema de transporte público nos últimos anos, é perceptível as melhorias para a população em um setor de alto impacto social, como é a mobilidade urbana.
 
Até o próximo!
 
 




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