2016 - Um breve balanço das atividades do CicloBR

Todos os anos o Instituto CicloBR desenvolve uma série de atividades de promoção do uso da bicicleta nas cidades. Além de eventos conhecidos e já tradicionais como o SOS Bike na Ciclofaixa de Lazer; o Bike Help; o Projeto Doutores das Magrelas e o Desafio Intermodal, em 2016 ampliamos nossas parcerias e a atuação tanto no centro como nas periferias de São Paulo, além de participar de fórums e eventos nas regiões norte, nordeste e sudeste do país e até fora dele.

 

 

 

Mulher na melhor idade aprende a pedalar com o CicloBR   Foto: Silvia Ballan

 

Desde janeiro nossas ações se intensificaram, pelo menos em comparação com os anos anteriores. Foram vários atendimentos do Bike Help na capital e na cidade de Osasco; participações nas Ruas Abertas, tanto na avenida Paulista quanto na Koshun Takara, no Jardim Peri (Zona Norte); cafés da manhã com ciclistas nas zonas Leste e Sul, além de reuniões e encontros com outras associações, instituições e autoridades representantes do poder público.

 

Café da Manhã do Ciclista na Zona Leste              Foto: Silvia Ballan

 

Um dos grandes destaques do ano foi a reedição do calendário Como NUS Sentimos, lançado recentemente pelo CicloBR para 2017 como forma de problematizar a invisibilidade dos ciclistas nas ruas das grandes cidades brasileiras. A primeira edição (de 2010) fez enorme sucesso ao retratar ciclistas nus, representando a fragilidade de nossos corpos no trânsito. Em sua nova versão, o calendário traz uma diversidade de personagens, dialogando de certa maneira com a complexidade social de nosso país.

 

Lançamento do calendário Como NUS Sentimos            Foto: Du Dias

 

Além do tradicional Desafio Intermodal (D.I) promovido anualmente pelo CicloBR no mês da Mobilidade (setembro), este ano fizemos uma edição especial para o programa “Manual de Sobrevivência Para o Século XXI”, com o ator Marcos Palmeira. Somam-se a isso as atividades do Dia do Ciclista; as oficinas sobre mecânica de bicicletas para iniciantes e para as mulheres durante a Shimano Fest. Ainda no evento da famosa marca de equipamentos e acessórios para bicicleta, o Instituto esteve presente com palestras, debates, provas ciclísticas e oficinas para mulheres e crianças.

 

Chegada do Desafio Intermodal 2016          Foto: Silvia Ballan

 

Mas o trato com a molecada não é novidade – boa parte das ações do CicloBR tem foco na criançada ou ao menos uma versão para os pequenos. Eles ganharam toda uma programação especial no mês de outubro, como por exemplo a Corrida Mirim, seguida por oficinas para a construção de veículos movidos a energia humana montados em estruturas de bicicleta mas que simulam as dimensões de um carro. Sabemos da importância de formar cidadãos capazes de transformar as cidades em lugares melhores para todos.

 

              Corrida Mirim na Avenida Paulista            Foto: Silvia Ballan

 

Nessa longa jornada, não podemos nos esquecer da Virada Inclusiva com o SOS Bike e dos projetos para pessoas com deficiência, como a futura compra de bicicletas Tandem (para duas pessoas) com recursos arrecadados com a venda do Calendário Como NUS Sentimos 2017. As bicicletas serão usadas em um programa de inclusão de deficientes visuais. Pelo SOS Bike o CicloBR promoveu ainda um belíssimo pedal com idosos na região do Butantã, zona oeste da capital.

 

Pedalada Inclusiva na Avenida Paulista                Foto: Silvia Ballan

 

Relembrando um pouquinho mais as atividades de 2016, estivemos em vários eventos pelo país, como no 5 Fórum de Bicicletas Manaus, na capital amazonense; no Fórum Nordestino da Bicicleta, em Fortaleza; no Bicicultura, em São Paulo e no 5FMB, o Fórum Mundial da Bicicleta realizado em abril no Chile. Promovidos e organizados por associações de ciclistas urbanos, sejam autônomos, em parcerias com o poder público ou com a iniciativa privada, estes eventos tem chamado atenção para a promoção da bicicleta nas cidades e se tornam cada vez mais importantes nas discussões sobre a mobilidade no Brasil e no mundo.

 

Oficina de Placas de Sinalização no FNEBici               Foto: Silvia Ballan

 

Estas foram apenas algumas de nossas atividades, que não teriam sentido se não fosse para àqueles que defendem cidades mais humanas, justas e solidárias. É para todos que utilizam a bicicleta, que gostariam de utilizá-la ou entendem o enorme potencial de transformação que ela traz para os meios urbanos e rurais que dedicamos este trabalho.




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