A cultura da bicicleta no Japão

É muito grande a quantidade de pessoas, no Japão, que utilizam a bicicleta como seu principal meio de transporte, independente da idade, sexo, posição social. A Cultura da Bicicleta faz parte do cotidiano e estilo de vida japonês. 

Assim acontece em vários países europeus e asiáticos como, por exemplo, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Suécia, China, Coreia e Bangladesh. Devido ao grande número de ciclistas, esses países acabam por criar uma infra-estrutura mais desenvolvida para ciclistas, com direito a ciclovias segregadas nas calçadas e extensas instalações que servem como estacionamento urbanos para bicicletas, geralmente em locais de grande tráfego. 

O Japão é o terceiro país com o maior número de bicicletas do mundo, perdendo somente para a Holanda e Dinamarca. As cidades japonesas estão entre as maiores e mais populosas do mundo, mas a maioria dos bairros residenciais, são autossuficientes, com uma infraestrutura de comércios e serviços bastante completa. Sem a necessidade de viajar  longas distâncias, gastando aproximadamente 10 minutos  para chegar a supermercados, creches, escolas, médicos e dentistas, o uso de  bicicleta pelos moradores, faz todo o sentido.

Além disto, como o sistema de transportes públicos no Japão é eficiente, com um sistema de trem e metrô rápido e limpo, e um serviço de ônibus, barato e confiável; muitos preferem abrir mão da sua própria condução, para ir de bicicleta, de casa para a estação, e de trem, para outras estações De acordo com um relatório divulgado pelo Governo Metropolitano de Tóquio, dois em cada três Tokyoites (moradores de Tóquio) utilizam bicicleta no seu dia a dia.

http://www.tokyobybike.com/2017/06/how-can-tokyo-be-ranked-9th-most.html
Foto: Tokyobike - How Can Tokyo Be Ranked The 9th Most Bicycle Friendly City?

Possuir um carro em Tóquio é inconveniente e caro.Para as pessoas que trabalham na cidade, deslocar-se de carro para o trabalho, não é uma boa opção,  já que o estacionamento, por mês, pode custar mais que um pequeno apartamento nos subúrbios, além dos custos com seguro e manutenção.

O número de ciclovias no Japão é bastante limitado, devido à falta de espaço, o que provoca uma convivência entre os cidadãos pedestres, ciclistas e motoristas; nas calçadas e ruas, muitas vezes, claro, com acidentes. Boa parte dos delitos cometidos por ciclistas, recebiam apenas alertas da polícia e não eram registrados como infrações, até junho de 2015, quando foram promulgadas as novas diretrizes pela Agencia Nacional de Policia, as quais estabelecem fiscalização mais rigorosa para 14 tipos de infração, com o objetivo de reduzir o numero de acidentes envolvendo ciclistas, pelo pais: 


1 - Desrespeitar o semáforo
2 - Entrar em trechos interditados
3 - Pedalar em calçadas exclusivas para pedestres
4 - Invadir áreas de classificação de tráfego proibidas para bicicletas
5 - Atrapalhar pedestres em ruas sem calçada
6 - Atravessar uma linha de trem com a cancela abaixada
7 - Obstruir carros que têm a preferencial em cruzamentos
8 - Obstruir carros que têm a preferencial de virar para a direita em cruzamentos
9 - Infringir normas de segurança em rotatórias
10 - Desrespeitar a sinalização de "pare"
11 - Atrapalhar pedestres nas calçadas
12 - Usar bicicleta sem breque
13 - Andar de bicicleta embriagado
14 – Desrespeitar regras de segurança 

Na verdade, podemos dizer que no Japão não existem ciclistas e sim pessoas que utilizam a bicicleta de forma funcional e consciente. A bicicleta, prática e forte,  largamente utilizada, é a mamachari ( mama = mãe + chari, abreviatura de charinko, gíria para bicicleta); aquela com cestinha; originalmente, com banco baixo, guidão alto, o que facilita o acesso e a saída da bicicleta, mesmo de saia. Como o próprio nome diz, esta bicicleta é muito mais útil para mães com as cadeirinhas para as crianças, mas é usada também por homens, sem nenhum preconceito.

 

Instituto CicloBr e o Festival do Japão

Desde 2012, o Instituto CicloBR organiza o bicicletário do Festival do Japão. Evento tradicional, em São Paulo, onde mais de 200 mil pessoas aproveitam as atividades durante os três dias de festival. De maneira voluntária, o CicloBR administra o estacionamento de bicicletas do local, possibilitando aos visitantes irem de bicicleta e terem um lugar seguro para estacionarem suas magrelas. Uma parceria do CicloBR com o Festival do Japão para fomentar o uso da bicicleta como meio de transporte. E nos três dias de evento, o CicloBR fica com um stand, onde acontece dicas sobre bicicletas e atividades na Bike Rolo, gerando energia para carregar seu celular.

 

 

Agradecimentos especiais aos voluntários: Luh Pimenta Gomes, Coto, Anderson Ciclonauta Urbano Augusto, Giulia Grillo, Lincoln Paiva, Mario Shimabukuro Filho , Marcos Takeda, MarÇão, Afonso Savaglia, Carlos Everson, Carlos Gallo Bike e Takedinha Hamilton Ka Minie #FestivalDoJapão #festivaldojapao #japanfestival #festivaldojapao2017 #ciclobr #conviva Festival do Japão




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