CAMPANHA BIKE GUARANI na Aldeia Tekoá Pyau Pico do Jaraguá

O Instituto CicloBR lança a primeira edição do projeto Guarani Bike, com doações de bicicletas para a população indígena da aldeia Tekoá Pyau, situados nos arredores do Pico do Jaraguá, na cidade de São Paulo.

 

Este projeto vai além de recolher e doar bicicletas para os índios. O conceito objetiva a possibilidade de inclusão e acesso de pessoas de um segmento historicamente deixado de lado, aos serviços básicos que a infraestrutura da cidade lhe fornece (precariamente), ao permitir uma opção à mobilidade por um meio de transporte de baixo custo de manutenção e capacidade para percorrer distâncias maiores em menos tempo, como possibilita a bicicleta.

 

A partir de uma ampla divulgação em busca de doadores de bicicleta, uma rede de conexões é iniciada para, após o recebimento do material solicitado, ocorra a manutenção e reparo das magrelas, tornando-as aptas para retornar a ativa. A meta do Instituto é a de arrecadar pelo menos 50 bicicletas, por isso a data de entrega das bicicletas ainda não está definida, porém, neste dia os voluntários do Instituto CicloBR ministrarão oficinas aos indígenas sobre: ensinar a mecânica e manutenção básica de uma bike, também, em haverá uma oficina ensinando a pedalar, com dicas sobre segurança e convívio nas vias urbanas.

 

O projeto faz parte de uma ação social com alcance internacional, que é o #DiadeDoar. Por isso, além do recebimento de doações de bicicletas, nós do Instituto CicloBR preparamos uma ação virtual nas redes, direcionando e possibilitando a doação de valores, de uma maneira segura e transparente, via site http://ciclobr.org, beneficiando diretamente e integralmente para a aldeia Tekoá Pyau.

 

Para consolidar a ação, entre os dias 25 e 28 de novembro, os nossos voluntários estarão na Avenida Paulista (confira a programação), recebendo doações em espécie para somar ao montante recebido virtualmente e que serão entregues no evento Bike Guarani. Os interessados em participar poderão se inscrever no programa de voluntários do Instituto e participar deste e de outros eventos promovidos por nós e nossos parceiros.



28 de Novembro - #DiadeDoar

O #diadedoar foi realizado no Brasil pela primeira vez em 2013, e sua origem é os Estados Unidos, onde começou em 2012. Foi criado por uma organização chamada 92Y, que fica em Nova Iorque, e hoje é uma campanha mundial, com mais de 35 países oficialmente participand.

Lá fora, o #diadedoar tem nome de #GivingTuesday, que significa “terça-feira da doação”, e vem na sequência de datas comerciais já famosas, como as BlackFriday e CyberMonday. É sempre realizado na primeira terça-feira depois do Dia de Ação de Graças (o Thanksgiving Day).

O #diadedoar é organizado pelo Movimento por uma Cultura de Doação, uma coalização de organizações e indivíduos que promovem a cultura de doação no país, e ao qual qualquer um pode se juntar acompanhando grupo no facebook: https://www.facebook.com/groups/culturadedoacao/.

Este ano, o #diadedoar é celebrado no dia 28 de novembro. Todos os dias é dia de doar. E, uma vez por ano nós fazemos uma grande celebração da doação. Esse é o #diadedoar!


 

História
O processo de colonização não é um momento na história das nações o qual as gerações que vieram a seguir devem se orgulhar. Em geral, esses momentos significaram sofrimento do povo local, com massacres, escravidão, abusos e evangelização forçada para o enquadramento dos sobreviventes à uma nova cultura comportamental, sem chance alguma de permitir o livre arbítrio para essa opção.

 

Ao longo dos anos, poucos países foram capazes de reconhecer a carnificina do processo colonizatório e, de alguma maneira, se prontificaram através de políticas públicas eficientes a executar uma tentativa minimamente séria de amenizar as feridas ainda abertas e as desigualdades perpetuadas por este movimento, de preservação da cultura, demarcação de terra e reconhecimento perante a sociedade das mazelas geradas por aquele processo, em uma clara demonstração de respeito às origens do seu povo. O Brasil, infelizmente, não pode ser citado como exemplo de um país que conseguiu reverter esse quadro histórico, sua população indígena está cada vez mais reduzida e condicionada a situações degradantes de subexistência.

 

“Os mais de 240 povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 896.917 pessoas. Destes, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da população total do país.

 

O reconhecimento das Terras Indígenas por parte do Estado (processo de demarcação) é um capítulo ainda não encerrado da história brasileira. Muitas delas estão demarcadas e contam com registros em cartórios, outras estão em fase de reconhecimento; há, também, áreas indígenas sem nenhuma regularização. Além disso, diversas TIs estão envolvidas em conflitos e polêmicas.” Trecho da matéria População indígena no Brasil - https://pib.socioambiental.org/pt/c/0/1/2/populacao-indigena-no-brasil

 

Conhecendo a aldeia

Localizada na região do Pico do Jaraguá, desde 1961, quando o Instituto de Geografia de cedeu 500 hectares de terreno na tentativa de preservar e garantir o mínimo de dignidade para os índios da região.

 

A equipe do Instituto visitou a tribo, neste dia, o índio Tupã, formado em relações públicas, contou um pouco sobre a história de luta e sofrimento da tribo, do descaso das autoridades e a marginalização da sociedade. Mostrou também, quais deveriam ser os limites da demarcação da terra e apontou as invasões (construções de casas luxuosas e clube) que há anos invadiram o terreno e estão até hoje, sem qualquer interferência séria e fazendo um contraponto inaceitável em relação as condições de vida e estrutura precária de moradia e saneamento básico.

Na aldeia há alguns aspectos positivos, reflexo de raros momentos de interferências benéficas de políticas públicas, como o Centro de Educação e Cultura Indígena (Escola Pública Municipal), inaugurado durante a gestão da prefeita Marta Suplicy (2001-2004), há um posto de Saúde e a Casa de Reza, onde são realizados os seus rituais.

 

Pudemos ver inúmeras crianças brincando, comendo jabuticabas diretamente do pé. O Guaraní ainda é a língua utilizada entre os índios no dia a dia, o Português é ensinado na escola, para ajudar na sobrevivência da tribo em questões burocráticas e na conexão e acesso ao mercado de trabalho além da aldeia.

 

Programação #DiadeDoar

25/11 -  Sábado - Av. Paulista X R. Augusta
26/11 - Domingo - Av. Paulista - Praça do ciclista

27/11 - Segunda - Av. Paulista X R. Augusta

28/11 - Terça - Av. Paulista (apenas no período da manhã)

 

 

DOE DINHEIRO, DOE BIKE, DOE O SEU TEMPO!

Instituto CicloBR
Banco Itaú 
Agência: 0262
Conta corrente: 12989-3
CNPJ: 11.388.877/0001-18
Por gentileza, identifique seu depósito.

 

Matéria relacionada à aldeia:
http://portal.aprendiz.uol.com.br/arquivo/2012/07/12/aldeia-tekoa-pyau-o-desafio-de-ser-vizinha-da-cidade/

 

Para saber mais informações sobre a situação dos índios Guarani o documentário “Atrás da Pedra | Resistência Tekoa Guarani” produzido em 2015 e dirigido por Thiago Carvalho, com roteiro de Tais Oliveira e produção de Guilherme Queiroz, aborda a luta e resistência dos índios Guarani Mbyá pela demarcação de terras nas aldeias do bairro Jaraguá. O documentário, que faz um registro das aldeias e mostra um ano decisivo na vida dos índios, está disponível no youtube através do link  https://www.youtube.com/watch?v=-AcpNB1vFP4

 




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