Manifesto do CicloBr!

Manifesto!!

O Instituto CicloBr repudia o texto da lei lei nº 16.738, de 7 de novembro de 2017. Texto que demonstra claro desconhecimento sobre processos e procedimentos do trabalho de planejamento realizado, das discussões ocorridas durante os últimos 30 anos, fundamentais para a base do projeto, que começou a ser implantado nos últimos anos. 


Vale ressaltar que em todos os momentos da escalada da implantação da estrutura cicloviária, sempre que solicitado, as entidades interessadas tiveram a oportunidade de discutir com as equipes técnicas os detalhes dos projetos correspondente a cada trecho da malha. 
É incompreensível a desconsideração do texto com as diretrizes do plano diretor aprovado, nesta mesma casa, há pouco tempo. Plano que foi reconhecido internacionalmente como referência de planejamento urbano, que considera as diretrizes da política nacional de mobilidade e todo um pensamento de ocupação urbana voltado à aproximação das relações entre as pessoas e a cidade.
Essas diretrizes possibilitam a melhoria direta em outros índices, como o impulsionamento do comércio local e a redução da violência. Será que as pessoas querem se distanciar uma das outras dentro de latas motorizadas? O sucesso dos eventos de rua não são um claro sinal da vontade e necessidade que os munícipes têm demonstrado em querer usufruir da cidade?


Solicitar um estudo de demanda demonstra a falta de conhecimento daqueles que propõe a matéria, ao ponto de nos deixar com dúvidas de igual valor: será que para propor alterações em assuntos técnicos dessa natureza, os nobres vereadores não deveriam apresentar certificações técnicas que os gabaritariam para argumentarem em um nível apurado? Isso elevaria a qualidade das discussões e proposições.
Acreditamos que os representantes do povo, exercem seus mandatos, pensando sempre em como melhorar e dignificar a vida daqueles que os elegeram, sendo parte dessa missão compreender as diferentes posições e visões políticas que existem em cada governo, principalmente, em relação às heranças entre gestões e a compreensão sobre as benfeitorias planejadas e/ou implantadas.
Absurdo pensar, que um programa com acertos grandiosos precisa ser ceifado ou modificado por ser ponto positivo de um partido que, neste momento, representa uma oposição política. Os políticos eleitos podem ser melhores do que isso, podem promover debates mais qualificados, podem, de fato, representar o povo e, principalmente, devem ser referência e exemplo de visão e conduta da população paulistana.

 

Há inúmeros estudos sobre os benefícios das bicicletas, a importância da estrutura cicloviária e quão relevante é a relação entre malha cicloviária, velocidade máxima praticada (real e não virtual) e a presença de ciclistas em uma via. Novamente, a não compreensão ou a ignorância desses dados torna a argumentação da lei aplicada falha, nos levando ao questionamento do seu real objetivo. Proposição de melhoria ou disputa política?


Como pode ser discutida a falta de planejamento se, em relação às ciclovias implantadas, existem documentos de estudo sobre o traçado datado dos anos 80? Tal argumento considera que esse histórico de planejamento é desprezível? Consideram que a equipe técnica é desqualificada? As audiências públicas que debateram o plano diretor e o papel do CMTT não são considerados como participação da sociedade sobre esse tema?


A política Nacional de Mobilidade Urbana é clara, ao ordenar que há prioridade de preferência do uso do espaço urbano para a mobilidade, e indica a destinação de espaços, dedicados para os diferentes modais, inclusive a bicicleta.
Preocupa que uma cidade cosmopolita como São Paulo, não se permita estar na vanguarda das tendências e temas mais importantes discutidas por todo o mundo.


Instituto CicloBR defende neste manifesto que a lei nº 16.738, de 7 de novembro de 2017, poderá trazer retrocesso para as políticas de implantação do sistema cicloviário, políticas que proporcionaram o crescimento substancial de ciclistas nas ruas, ao mesmo tempo em que a redução de mortes caiu.


Afinal, a cidade é das pessoas?




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